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Formação Continuada trabalha legislação e avaliação com professores do IFRS Campus Ibirubá

Formação Continuada

Visando promover a Formação Continuada dos docentes do IFRS Campus Ibirubá foi realizado na tarde de 13 de setembro um curso sobre legislação e avaliação. O evento foi organizado pelo setor pedagógico do Campus e estiveram presentes docentes e técnicos administrativos ligados a assistência estudantil e ensino. A atividade de formação foi ministrada pelo professor de Filosofia Sidinei Cruz Sobrinho, que atua no IFSul Campus Passo Fundo e profere palestras em diversos Institutos Federais, abordando temas relativos ao que a legislação trata em termos de avaliação.

Sidinei destacou que é preciso discutir ensino e aprendizagem dentro dos Institutos Federais, todo mundo tem suas verdades e, de certa forma, as impõe aos outros, com os professores não é diferente, muitos utilizam um determinado método de avaliação sem se questionar o porquê dessa escolha e sem justificar para os estudantes. A lei nº 11.892/2008, que cria os Institutos Federais, determina que são instituições autárquicas, ou seja, têm autonomia em suas decisões, o palestrante enfatizou que essa autonomia é diferente de soberania e está ligada ao âmbito didático-pedagógico e disciplinar. Através do Plano de Desenvolvimento Institucional e do Projeto Político Pedagógico Institucional, a instituição tem a liberdade de manifestar sua concepção de ensino e dar suporte para a avaliação das ações educativas. Essas devem formar um todo conciso e demonstrar organização na instituição.

No artigo 206 da Constituição Federal é assegurada a condição de acesso e permanência na escola, garantindo o padrão de qualidade. A finalidade do ensino básico é fornecer meios para que o aluno possa progredir no trabalho e em estudos posteriores, mas o próprio nome já diz "básico", transmitir aquilo que é essencial e de forma simples, sem exigir além do nível do aluno. Cada aluno é diferente e no caso de alunos com necessidades educacionais específicas deve-se utilizar metodologias diferenciadas que levem em conta essas especificidades. No exemplo citado pelo palestrante, para um aluno surdo na disciplina de Língua Portuguesa, é importante considerar suas particularidades na escrita, haja vista que, sua primeira língua é a Libras, logo, as metodologias de ensino e avaliação exigem adaptações.

Um ponto muito debatido pelos presentes e explorado a fundo pelo palestrante foi a questão de priorizar o qualitativo sobre o quantitativo nas avaliações. É necessário fornecer os caminhos para a aprendizagem do aluno, na educação básica são obrigatórios os estudos de recuperação, que podem ser paralelos ao período letivo, de acordo com decisão da instituição. Sidinei destacou que essa recuperação pode ser feita de diversas formas e citou o uso de tecnologias, como as redes sociais, para que o professor se aproxime do aluno e consiga passar o conteúdo de maneira mais próxima de sua realidade.

As avaliações, por sua vez, também devem ser contínuas e cumulativas, precisam garantir que o aluno tenha domínio dos princípios científicos e tecnológicos, de acordo com o nível do mesmo, o palestrante trouxe dois exemplos do que não deve ser feito: em um caso o professor cobrou um conteúdo de nível de doutorado em um exame de ensino médio e em outro caso cobrou uma questão que pedia a data de aniversário de um cientista. No primeiro caso o nível estava muito acima do que deveria ser cobrado e no outro a avaliação não garantia que o aluno tivesse domínio de ciência e tecnologia.

Sidinei ressaltou que é importante que os professores tenham algum conhecimento sobre os princípios da administração pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Os agentes públicos só podem fazer aquilo que está amparado por lei, em caso de dúvidas devem obter mais informações antes de tomarem atitudes que possam prejudicar o andamento de seu trabalho. O palestrante destacou que é ilegal reter provas de alunos, assim como divulgar de forma pública as notas.

Por fim, Sidinei destacou que não existe imposição de modelos de avaliação e que essa deve considerar o perfil almejado pela instituição. Ainda enfatizou a importância da união dos Institutos Federais para construir uma identidade forte no país.

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